Oi pessoal, aproveitando a deixa do DJ Tydoz com a indicação do programa para marcar o BPM das músicas, vou começar uma série de indicações de softwares que são muito úteis para produção musical. Ainda sou uma iniciante em produção de bases de rap mas acho que com dedicação (como em tudo na vida) dá para evoluir bastante. Conheci o software livre, também chamado Linux, em 2003 num evento chamado Digitofagia, que aconteceu na Rádio Madame Satã na Lapa (RJ). Ou seja, não sou tão novata assim.
O software que vou apresentar hoje se chama Hydrogen e para baixar vá ao site do desenvolvedor. Se usar Linux (Debian, Ubuntu, ou outro que tenha "apt-get", é só dar um "sudo apt-get install hydrogen", no terminal. Se usar Windows e gostar de fazer experiências no seu computador como eu gosto, pode começar a conhecer o mundo Linux com o Ubuntu (existe a versão live, que dá para conhecer sem instalar, só com o boot pelo CD-Rom). Aqui em casa ele roda num Pentium III 700Mhz, 256 Mb e HD de 40 GB.
Não vou entrar muito em detalhes na argumentação quanto ao uso do software livre, pois acho que em sites especializados quem estiver interessado pode encontrar informação suficiente e o assunto aqui é Hip-Hop. Mas se alguém tive alguma dúvida quanto à instalação, qual a melhor distribuição escolher, configuração e solução de problemas, pode entar em contato comigo no email candace@subvertising.org.
Vamos ao que interessa:
Hydrogen
O programa que vou apresentar hoje é o Hydrogen, que é uma bateria eletrônica que pode ser usada para fazer os beats da música. Desde batidas repetitivas muito simples até seqüências mais complexas, ele dá conta tranqüilamente.
O programa é composto por mixer, editor de padrões (pattern editor), editor de músicas (song editor), kit de bateria (drumkit) e editor de instrumentos. O mais interessante é que é possível alterar os kits de bateria, baixando novos kits que trazem sons novos e que possibilitam uma variedade maior. Aí entra a filosofia do software livre, pois trata-se de uma comunidade mundial de voluntários que produzem os novos drumkits e disponibilizam gratuitamente para quem quiser. Isso explica o porquê de tanto crescimento em tão pouco tempo.
A lógica de funcionamento da música é a seguinte: após carregar o drumkit escolhido, pode-se usa o editor de padrões para fazer as batidas, pois cada botão adquire um som de instrumento diferente; bumbo, caixa, clap... No editor de instrumentos, pode-se ajustar as configurações do instrumento como ganho, ressonância, pitch...
Depois de feito um padrão, é só colocá-lo no editor de música, marcandos os quadrados azuis. E pode-se fazer mais padrões, acrescentar na música e só depois desenhá-la por completo. Mas existem uns detalhes fundamentais, como escolher o número de batidas por minuto e selecionar quando se quer ouvir o padrão selecionado ou a música toda.
Para salvar, o programa segue a mesma lógica que os outros programas: Arquivo -> Salvar Como. Ele vai salvar com a extensão do programa, que é ".h2song". Dessa forma é possível abrir o software depois e continuar editando a música. Mas se a pessoa ficar satisfeita com o que fez e decidir gravar logo o CD para ter uma base pra cantar na balada, pode ir em Arquivo -> Exportar Música, ele vai exportar a música em formato .wav, que é mais popular. Utilizando programas específicos dá para converter para .mp3, ou .ogg que é o formato livre que eu uso.
Pessoalmente, do alto da minha inexperiência, acho que uma base precisa de mais coisa que não só uma marcação mecânica, como por exemplo umas notas musicais, uns efeitos FX... Mas com o Hydrogen dá para fazer essa marcação básica. Conforme eu for aprendendo mais coisas, publico aqui o passo-a-passo.
Vai no link abaixo o feijão com arroz que produzi, utilizando a drumkit Techno-1, a 73,20 BPM. No próximo artigo da série vai ser em cima dele que vou trabalhar.
Até a próxima!
Por: Candace, em 15/12/2008
