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início | matérias | matéria publicada por DJ TyDoZ em 20/01/2010 às 04h24.

Câmbio Negro e os 17 anos de Sub-Raça


 

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Há algum tempo escrevi um artigo aqui pro CH2 que me deu enorme satisfação, sobre o primeiro disco dos Racionais. Apesar de não ser nenhum Veríssimo, acho que posso dar uma perspectiva algo interessante sobre alguns aspectos do rep brasileiro, que já amei loucamente, mas pelo qual ainda tenho respeito por tudo o que representou pra mim.

Tenho verdadeiro fascínio por matemática e gosto de números primos. Nasci num dia 3 do já distante ano de 1973, e o número primo 17 tem um significado ímpar na minha vida, pois foi com essa idade que resolvi acordar e me engajar pra valer no hip-hop.

Resgatado com a ajuda imprescindível de camaradas com quem infelizmente não convivo mais, mas que ainda respeito pela amizade daqueles tempos estranhos e maravilhosos, firmei meus pés no hip-hop. Dino e Genival, valeu. Por isso gosto de falar sobre datas relacionadas aos números primos, ímpares, indivisíveis, marcantes pra mim.

Camaradas, depois de alguns meses, muitos problemas de saúde e muita ralação profissional, finalmente achei tempo pra escrever um pouco sobre outro disco monumental do repe brazuca. É "Sub-Raça", do Câmbio Negro, lançado em 1993 pela gravadora Discovery. Tava querendo fazer isso faz tempo e agora foi. Espero escrever menos e melhor do que das vezes anteriores!

Putz, como adoro uma ressalva. Vai aí a primeira: não devo ficar aqui achando desculpas pra justificar meu estilo truncado com as letras, mas, novamente, conto com um pouco da comiseração de vocês. Espero que gostem.

Antes de falar do disco em si, vale destacar um pouco o clima naquele 1993, ano de gravação e lançamento de Sub-Raça. Câmbio Negro já era figurinha carimbada no circuito hip-hop do DF, e a única coisa que faltava era um disco.

Fernando Collor já se afogara em seu mar de lama, os caras-pintadas de butique tavam se preparando para votar em FHC e Racionais explodiu no país inteiro. O vinil era dado como morto e o capitalismo parecia ter triunfado de uma vez por todas. Não havia Internet nem celular.

X, letrista e vocal principal do grupo, Jamaika, vocal de apoio e produtor, e DJ Chokolaty já eram nomes muito expressivos na cena do DF naquele início de anos noventa. X já havia ganhado o mais importante concurso de repe da história da cidade. Jamaika já era bem conhecido como dj e um dos maiores conhecedores de música negra do meio. Chokolaty era o mais destacado DJ e dono da maior coleção de vinis de hip-hop do Centro-Oeste.

Câmbio Negro apareceu de verdade para nós quando abriu o primeiro show do Racionais no Distrito Federal, acredito eu que no final de 1992. Quem esteve naquele dia na defunta boate Kremlin ainda tem muitas das imagens daquela noite na retina. Câmbio Negro e Racionais juntos. Foi inacreditável.

Racionais acabara de lançar “Holocausto Urbano” e a cena repeira no Brasil tava pegando fogo. Aliás, tava pegando fogo no mundo inteiro. Faltava algum grupo do DF fazer contraponto de verdade ao já estabelecido repe paulistano.

Câmbio Negro veio pra falar as nossas gírias, de nossa realidade e de nossas influências. “Véi” em vez de “mano”, “quebrada” em vez de “área”. Samplear AC-DC e Gerson King Combo sem receio. Era a identidade candanga nos sons. Os pioneiros DJ Raffa e os Magrellos, Baseado nas Ruas e DF Movimento já tinham registros em vinil e reconhecimento no meio repeiro. Mas foi com o Câmbio Negro que o DF definitivamente se firmou como grande centro de hip hop no Brasil. Foi quando realmente nos deram ouvidos.

Pouco tempo depois daquele show de abertura pro Racionais, a formação clássica do Câmbio se consolidou com X nos vocais e Jamaika nas picapes e na produção. Há quem especule ainda hoje como seria se o CN tivesse mantido a mesma estrutura nos anos seguintes...

Véi, também sempre me perguntei o que teria acontecido se o Câmbio não tivesse virado banda e se Jamaika não tivesse saído pra trilhar outro triste caminho. Não vou falar exatamente agora sobre esse traumático período pra todos nós, já que ainda sentimos na pele os efeitos daquela rixa que destruiu a tíbia união que tínhamos. Quem sabe em 2011, quando a briga fará 17 anos? Veremos.

Voltando ao assunto do disco, faltava alguém ter peito pra gravar sons já muito conhecidos em todas as satélites do DF, músicas como "Não pare" e "Cadáver Ambulante". Um desconhecido dono de uma pequena e obscura lojinha de discos de vinil no centro comercial de Brasília, de nome Genivaldo, teve clarividência suficiente para perceber a rica cena repeira que fermentava freneticamente na periferia de Brasília. Teve faro e ótima visão empresarial. Foi ele quem lançou o primeiro EP de repe candango, ainda em 1992, vinil que é uma raridade e um clássico.

Apesar de tímido, de tiragem limitada, o disco rendeu bons frutos e deu a Genivaldo segurança e coragem para investir em outros discos de repe em português, e, principalmente, no primeiro disco dos famosos negões carecas da Ceilândia. Para isso foi montado um time de primeira visando viabilizar aquele disco que já era sucesso antes de ter saído.

Foi escalado DJ Raffa, mais importante produtor da história do repe nacional, para materializar as ideias de Jamaika e X. Wanderlei Pozzembom foi contratado pra fazer a foto da capa. As escolhas musicais feitas por Jamaika, as letras de X e a técnica de DJ Raffa resultaram em um dos maiores clássicos de nosso repe brazuca.

Jamaika, versátil artista, não só co-produziu o disco, como também fez os riscos e escreveu parte das letras. O poderoso vocal de X e seus contundentes versos ganharam acompanhamento adequado com as bases produzidas por Raffa. Wanderlei conseguiu transformar o infortúnio em arte visual.

Por falar em Raffa, não deixem de ler o livro “Trajetória de um Guerreiro”, escrito por ele. Lá Raffaelo trata em minúcias deste assunto.

Outro momento digno de nota foi uma apresentação feita por Câmbio Negro e Baseado nas Ruas num evento chamado “Jogo de Cena”, famoso na cidade do avião por juntar as revelações do teatro e da música num mesmo palco. Visto preconceituosamente por muitos de nós como “circo de playboy”, foi rara oportunidade para presenciar uma das cenas mais marcantes de que me recordo.

Raffa estava finalizando as bases do disco do CN quando o Baseado nas Ruas foi convidado pra tocar no SESC do Plano Piloto de Brasília. O cara resolveu incluir no meio do show de seu grupo uma apresentação do Câmbio Negro, duo totalmente desconhecido da plateia. Ninguém sabia qual seria a reação do público. Vaias? Aplausos pouco entusiasmados? Indiferença? Afinal, não era público de repe. Era um “monte de boy branquinho do Plano”.

Quando X entoou o primeiro refrão de Sub-Raça, tudo veio abaixo. Véi, foi uma inacreditável catarse coletiva, que me faz abrir um sorriso de satisfação e saudade. Um monte de gente comportada, de outra realidade, gritando “sub-raça, sub-raça, é a puta que pariu!” com toda a força. Pediram bis. Ovacionaram longamente. Viram o nascimento de uma lenda do repe nacional. Câmbio Negro não roubou a noite, ele a imortalizou. Fomos uns duzentos sortudos naquele dia.

Ah! uma curiosidade sobre a capa do disco. Na hora em que o fotógrafo Wanderlei Pozzembom ia tirar a foto pra capa, acabou a luz em toda a Ceilândia. X me ligou perguntando se eu não poderia conseguir um carro pra levá-los a outro lugar pra tirar as fotos. Não consegui e eles resolveram usar luz de vela pra foto. Até nisso os caras acertaram. A foto principal ficou sensacional e até o problema de fotolito que arruinou a contracapa não atrapalhou o belo conceito do álbum.

Lembro como se fosse ontem o dia em que Jamaika me ligou pra dizer que o vinil tinha acabado de chegar na loja da Discovery, ainda sem capa. “Corre pra lá pra pegar o teu. Já tô indo”. Eu e Dino Black sabíamos que o disco ia chegar naquela semana. Ficamos em casa ao lado do telefone na segunda, na terça e, na quarta, veio a notícia. Tinha chegado afinal.

Saímos correndo de casa pra pegar um buzão e ir buscar logo nossas cópias, mesmo sem capa. Foram momentos mágicos, inesquecíveis, ver que finalmente X e JMK estavam tendo a oportunidade que mereciam. Uma grande porta tava se abrindo naquele momento. Porta que nós mesmos fecharíamos logo depois.

A volta pra casa naquela tarde de quarta-feira foi ainda mais memorável. A gente dentro do coletivo carregando discos sem capa com autógrafos nos rótulos, segurando-os como um tesouro desconhecido pelo resto do universo. Fomos tomados por uma espécie de incontrolável fome musical e de um orgulho sem precedentes. Chegara a nossa vez! Chegou a vez do repe do DF!

Sentíamo-nos privilegiados. Seríamos os primeiros a ouvir o vinil. Tínhamos os primeiros autógrafos da dupla que mudaria o destino do repe candango. Naquele dia “Sub-Raça” foi tocada lá em casa umas duzentas vezes, para irritação de minha mãe, que nunca suportou palavrão em música. Ainda mais “puta que o pariu”!

A primeira tiragem vendeu como água no deserto. Todos vendidos sem capa. Não se falava de outra coisa a não ser do disco dos caras. “Quando vão fazer o show de lançamento aqui no DF?” era a pergunta mais freqüente nos bailes. X e Jamaika viraram celebridades instantâneas em poucas semanas, sem divulgação alguma.

Tive a sorte de acompanhar esses momentos de perto. Pude estar próximo de pessoas como Tutão, X, Jamaika e Japão no início de suas carreiras. Gosto de falar disso. Me orgulho disso. Bate saudosismo e um grande arrependimento pelo que deixamos de fazer. Em vez de contemporizar, jogamos lenha na fogueira. Paciência. Já era.

Cara, outro dia perguntei pr’um moleque, que se diz fã de repe nacional, se ele curtia Câmbio Negro. E ele respondeu com outra pergunta: “de quem cê tá falando?” Ver que um monte de moleque por aí não faz a menor idéia do que Câmbio Negro representa me deprime, me indigna, me revolta.

E temos boa parte da culpa, por que todos agimos como Iago em Othello de Shakespeare. Fomentamos a intriga pra ver o circo pegar fogo. Pegou mesmo e só não morreu gente por sorte.

Por outro lado, parece que há hoje um movimento organizado em prol da desinformação. Vários “DJs” que não tocam os clássicos do repe nacional em seus programas, que não valorizam o rico passado que temos. O presente e o futuro dependem disso, de conhecimento sobre nossas raízes.

Jaqueline Fernandes, da ótima produtora Griô Produções, pretende fazer um documentário sobre X e Câmbio Negro. Vai sair, Jaque, tem que sair. X tá na dele, mas tá mais vivo que nunca. Breve terá notícias dele.

Galera, não vou comentar as faixas uma a uma. Melhor parar por aqui. Prefiro que comprem ou baixem o disco. Verão como esse LP é sensacional.

Pra terminar, rendo graças a Allah por ainda existir uma molecada segurando a onda do bom repe nacional nos quatro cantos do país. Lindomar 3L, Ataque Beliz, entre outros. Gente que sabe o que Câmbio Negro representa.

Nos vemos por aí ou na próxima vida.

Um maravilhoso 2010 a todos.

http://djtydoz.blogspot.com



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 Comentários 

O texto é fantástico, estava procurando umas musicas da antiga quando encontrei o vido do X. Há um tempo me esbarrei com ele lá em Águas Claras, nego gente fina...
Bom na época em questão também não podia ir para os bailes, meu tio andava com a galera, muito break, me amarrava na dança no som.
Dali comecei a curtir RAP e não parei mais, lembro que tinha quase uma cem fitas k7 só rap.
CN logico que tinhas os três álbuns... Quem curtiu esses momentos sabe do que falo, aquela época mudou a cabeça de muita galera.
Todo rap daquela época eu curti muito, meu pai e minha mãe ficaram loucos.
Tudo de bom para galera da quebrada...

Antônio R.S. - 28/12/2011 às 18h09

 

Pts!!!!!!Que viagem... Adorei essa materia, relembrando com saudades daquele tempo bom, tempo do verdadeiro rap nacional, que foi tirado do fundo da alma. Nunca vou esquecer o verdadeiro sentido da minha vida...
Eu amo o R A P..........

Alessandro Rosa - 16/03/2011 às 00h12

 

SOU CANTOR DE RAP AQUI DE SANTA CATARINA E O CÂMBIO NEGRO FOI DOS PRIMEIROS RAP QUEU OUVI, AS VEZES FICO ME PERGUNTANDO COMO TUDO MUDOU PRA PIOR AS COISAS SINCERAS E BOAS SÃO ESQUECIDAS GOSTARIA DE UM DIA TROCAR UMAS ÍDEIAS COM OS MANOS DAS ANTIGAS DO RAP DE BRASÍLIA ELES FORAM UM ESPELHO PRA MIM SER O QUE SOU E GRAÇAS A PESSOAS QUE FAZEM ESSE TRABALHO COMO DESSE MANO QUE ESCREVEU ESSE TEXTO E QUE PODEMOS MOSTRAR QUE OVERDADEIRO RAP NÃO VAI MORRER NUNCA PORQUE DEIXOU RAIZES .

MAYKON JONATHA VIEIRA - 03/07/2010 às 22h19

 

vei tenho 24 anos e lendo esta parada me deparei com um passado fudido vei,conheci o rap com 9 anos atraves de um brother e virei fa em 96 eu tinha ja 45 fitas de rap,os primeiro cirurgia,cxa,alibi ,cambio negro,e hoje e estourado o rap vei,mas dexaram ,e dexam a desejar em relaçao ao passado meu,nesta epoca me lembro q df estourava no rap,codigo penal,guindart,cara foi esquecido os melhores essa e minha revolta,ja ouvi rap de mais incomodava minha mae,ia e vinha da escola com rap no ouvido,gravava mix mania todo domingo vei,bom saber q tem gnt q valoriza ai orap do df da decada de 90,mas tem q rolar algo ae pra q o povo de hoje conheca mais o passado,parabens pela reportagem deu saudades dos primeiros raps q marcaram viu vei!grupos q surgiram e sumiram mas ainda sim sao os melhores....abraço

KLEBER MARTINS COSTA - 23/04/2010 às 13h39

 

Li seu texto e fiquei emocionada e com saudades pois também faço parte "dessa geração" que vivenciou essa cena cultural em Bsb/DF, sempre fui do lado mais "roqueiro" mais foi através do Câmbio Negro e suas letras que passei a conhecer e consequentemente a dar mais "atenção" ao Rap, é lamentável que hoje em dia esses jovens não tenham interesse em conhecer o "passado" ou " o inicio" de tudo em todos os sentidos, tem tanta coisa boa que precedeu o atual momento e muitos infelizmente não fazem a mínima idéia....

E ainda tem um "detalhe importantissímo" eu sempre achei o X muito lindo (kkkkk...) com todo respeito é lógico (kkkkk....) bem que eu gostaria de falar isso pessoalmente pra ele (kkkkk...)

Se alguém vê-lo por favor disse isso a ele (kkkkk....)

Regina nunes - 19/04/2010 às 13h16

 

putz , lendo essa matéria voltei ao tempo e revivi tudo outra vez . eu tambem sou mais um que sempre me pergunto como seria o cenário atual se X e jamaika ainda estivesse com o câmbio negro .
o X é meu compadre e certa vez fomos a um show dos cabelo duro e o cambio negro iria fazer a abertura . antes do X subir no palco um sujeito gritava , sub-raça , e o X dizia calma ja ja eu canto , e o cara sub-raça , la pela quarta vez o X falou com um tom nordestino , num si avexe nao . e tocou sub-raça . ganhamos a noite e uma boa dose de aprendizado . parabens pela matéria . abraço . dj leo .

dj leo - 20/03/2010 às 17h22

 

Ptz, acompanhei tambem essa fase em brasilia, estive presente no inesquecivel dia na kremilin quando o cambio negro tocou junto com o racionais, mas apesar de tudo isso, nunca soube o que realmente houve entre jamaika e X, sempre me pergunto, ja pesquisei bastante pela net e nunca consegui uma historia concisa

abraco ai TDZ

UKX - 19/03/2010 às 02h25

 

foi bom saber mais da historia de cambjo negro...sub-raça, circulo vicioso e diario de um feto sao k7s que guardo ate hoje.PAZ...

diego - 04/03/2010 às 20h34

 

Parabens pela materia!!!!
Que bom saber que ainda tem pessoa como você que conhece e mantei viva a historia do Rap Nacional (bsb). Só assim os que estão chegando agora vão conhecer e dar valor o tanto que ralamos e passamos necessidades para gravarmos em uma epoca que não tinha facilidade, tinha que ser bom e ainda mostra trabalho para os donos de gravadoras em SP e mais concorrer com os grupos de la com outra liguagem e modo de agir.
Em fim Parabens e fico emocionado de ser lembrado de alguma forma. Ainda estamos Vivos - S.A

Claudio Vito DF MOVIMENTO/ SOCIEDADE ANONIMA - 03/03/2010 às 17h35

 

Eu sou um dos "branquelos" boy da asa norte que ouviu esse som lá pelos começo dos anos 90 e que hoje com 37 anos ainda curto muito, me identifico muito com todo o movimento, saí de uma família muito humilde e sempre fui ensinado a não ter preconceito contra nada ou ninguém, parabéns pelo belo texto.
realmente queria que todos essa galera das antigas se unissem pra fortalecer a cena rap do DF.
Braços!

Giderclay Zeballos - 21/02/2010 às 17h13

 

ESSE DOCUMETARIO TEM QUE SAIR EU TO ESPERANDO ISSO A MINHA VIDA INTEIRA.

MALICIOSO - 11/02/2010 às 10h26

 

ótimo texto,grandes lembranças,valeu.

ronaldo derly rodrigues - 06/02/2010 às 20h09

 

como vc mesmo disse tydoz faço de suas palavras as minha quando vejo um mano fala de rap e diz q nao conhece câmbio negro me bate uma tristeza!!!!viva o rap nacional aqui um carioca militante da cultura hip hop.

.
respeito e paz100pre_FML82_

fmlgraffiti - 04/02/2010 às 15h37

 

Parabéns, cara, arrepiei lendo esse texto. Muito bom mesmo. Você poderia escrever sobre essa briga o que realmente aconteceu.

Marcelo - 04/02/2010 às 08h21

 

Salve Tydoz!!!

Além de Dj, produtor, tem também boa memória e o dom da palavra escrita.

Sou suspeito pra falar do Câmabio Negro, sendo que sou grande fã dessa rapaziada, que faz parte da vanguarda do rap brasileiro.
E esse já quase ''maior de idade'' disco SUB-RAÇA, é um dos mais consistentes do rap nacional, sem dúvida nenhuma.

Ele com certeza está na minha lista pessoal dos 10 discos mais influentes do rap nacional. Pode acreditar.

Paz à todos!!!

Paulo Brazil/STN-Amante do Vinil!!! - 28/01/2010 às 00h59

 

tudo certo quando fala de cambio negro, citou grupos ai que nao faz parte da realidade, ai ta fora
e bom nao misturar se nao a ideia se perde e fica cem identidade...

mica do rap - 26/01/2010 às 23h38

 

Meus parabéns Tydoz pelo texto e muito obrigado pela citação do meu nome no mesmo!

Tamo junto uai!

Lindomar 3L - 22/01/2010 às 19h05

 

Assim como vc flw... Fico pensando como seria o Rap do DF hj em dia se não tivesse rolado essa treta toda.
Jmk, X, Rei, GOG e outros UNIDOS. Essa treta sem dúvida foi ruim para o DF. Apesar que dessa confusão toda, surgiu o melhor grupo de RAP NACIONAL que já existiu. "ÁLIBI", JaMaiKa e Rivas Ex-Kabala souberam transmitir em todos os sons, o que realmente acontece nas periferias do DF.

Ps. TDZ vc tinha que ter citado seu grupo com o Dino Black - Morte Cerebral que participou dessa época.
FALTOU vc comentar Faixa a faixa.

Salve aos Verdadeiros!

Pedro - 22/01/2010 às 17h42

 

Câmbio Negro será eternamente uma referência de uma era de ouro do rap nacional. Um rap adulto, original e sem estereótipos, como poucos.

Jef - 22/01/2010 às 14h33

 

TDZ, parabéns pelo texto, ficou otimo. Não vivi esta época, ainda não ouvia RAP, mas senti como se também tivesse participado deste processo. Falo isso porque também tenho o meu lado saudosista no meio, aconpanhei o inicio da carreira do Dino e também sinto o mesmo orgulho que você citou. Aqueles foram tempos magicos, pouca estrutura pra show, uma dificuldade enorme para se lançar um disco, mas era MUITO MAIS GOSTOSO. Hoje estou ouvindo menos RAP, é uma mesmice que cansa. e quando escuto, gosto de pegar alguns discos das antiga pra matar a saudade. Parabéns ao Câmbio Negro e a todos que contribuiram neste periodo de construção do RAP candango. Vida longa ao poder do Hip-Hop!!!!!!!

Dedé - 21/01/2010 às 19h58

 

Primeiro lá em cima qd vc fala q o Cambio Negro não roubou a noite ele a imortalizou, traduz o que aquela geração fez pela música no DF, imortalizaram, e é triste ter que concordar qd vc q hoje muitos que se dizem do movimento não conhecem a verdadeira essência do rap do Distrito Federal.



Nael Talita/ CEILÂNDIA-DF

NAEL TALITA - 21/01/2010 às 13h46

 

Muito bom ver que ainda existe pessoas que valorizam as raízes do rap nacional candango. Aproveito o momento para enaltecer meu grande amigo X, pessoa de grande coração, guerreiro faixa preta da vida.
Abraço!!!
Osss

Juninho JJ(Júlio Pudim) - 20/01/2010 às 23h41

 

X é um Grande Amigo, Tydoz Também ! Daí vem o Maravilhoso Texto, Falando de um Maravilhoso Disco; Sub-Raça é um Divisor de águas, Graças a Deus Consegui Este Vinil, Graças a Boa Indicação do Magnífico X. no inicio de 1994 um Amigo meu (Marcelo Gordo) Chegou com uma Fitinha k7 no bolso e me perguntou: "Tu conhece o Câmbio Negro, de Brasília?" Lógicamente, em 1994 não tinhamos essa velocidade de conhecimentos que temos hoje, e vinil de rap nacional no Rio de Janeiro, era como Procurar Chifre na Cabeça de Cavalo; Mas Graças A Deus o "Gordo" Apareceu com Essa Fitinha; Meu Amigo! Essa Fita Virou umas 10 ou 20 Cópias, cada um que chegava, fazia uma Cópia, Todos os Parceiros Daqui da área já estavam Cantando todas as Músicas de Ponta a Ponta e foi Assim que Conheci o Sub-Raça e Foi Assim que Conheci o Câmbio Negro. Quem Conseguiu Na época o Vinil Foi um Camarada Nosso que Hoje em Dia se tornou Evangélico, ele viajava sempre Pra SP e DF e Trazia as Novidades do RAP nacional e assim Fomos Conhecendo Outros Grupos Também. Sinto Muitas Saudades dessa época, Pois Como o Próprio Tydoz Falou a Molecada de Hoje que Diz "eu curto Hip hop!" está a Anos Luz Dessa época Maravilhosa e Engradecedoura que foi os anos 90. em 1989 eu curti Public Enemy (Tinha 11 Anos) RUN DMC era Comum nas Festas Americanas da Rapaziada mais Velha Aqui da área (Mary, Mary) era Clássico, mas de 1992 em Diante eu Aprendi a Ouvir Rap Nacional e Graças a Racionais, Thaíde, P9, Gog, Baseado e Câmbio Negro eu Curti e Respeitei o Rap Nacional. Hoje em Dia o Que Se Vê é Tudo Muito Descartável e Artificial, Infelizmente a Revolução Foi Televisionada e Prostituida !!! mas os Bons Ainda Resistem Mesmo Que De Fora (Câmbio Negro, Você é Foda !) é Pena que não podemos pegar a Máquina do Tempo e Voltar. Viva os Anos 90, Viva o Câmbio Negro .
Há ! Não Poderia Deixar Passar Batido, em 1995 a Galera Delirou na Campanha do Câmbio Tocando num Comercial de Tv do Ministério da Saúde. X Berrava nos Vocais " Eles Querem Ver Você Escravo!" Essa também é uma das Estórias da época que Tenho Saudades.
Valeu X, Tydoz, Raffa Santoro, DJ RCD e Kid Ventania (Rapaziada Esperta do DF) Quando Cito o Nome Desses Caras Cito Humildade, Valeu !

DJOU SANTOS - 20/01/2010 às 23h11

 

Excelente o texto, Câmbio Negro é clássico. Abraços.

leo MAVERICK - 20/01/2010 às 21h12

 

Falar sobre Câmbio Negro é resgatar toda a minha história de vida na Ceilândia. Os loops e samplers ainda me entorpecem... e sempre ecoarão, sempre! Vida longa X, Gog, Tdz e todos os nostálgicos.

Jefferson Douglas Modesto - 20/01/2010 às 17h52

 

Pó muito bom essa materia veiii, tinha 12 anos na época do (sub raça) curti muito pena q não podi ir a nehum baile do Cambio Negro!

Claro que vc tem seus motivos e tal mais eu não concordo com vc quando diz (se Jamaika não tivesse saído pra trilhar outro triste caminho.) idependente de qualquer coisa o grupo formado por Jamaika e sua irmão Kabala mudo todo cenario do rap do DF! Mais tudo bem

N.Buda DF - 20/01/2010 às 17h33

 

parabéns pelo texto, tá supimpa!
gosto quando vejo pessoas de dentro do repe
escrevendo com alma e tutano.
axé

paulo kauim - 20/01/2010 às 14h02

 

Emocionante ler isso tudo. CN foi muito vivo na minha adolescência. Quando ouvi Sub-raça me veio à tona o que eu sentia mas não entendia muito bem: eu sou uma mulher negra vivendo em um país racista. Dali em diante muita gente começou a se interessar pelo movimento negro.
Esse documentário vai sair sim, assim como outros, porque a história do hh do DF precisa ser contada, não pode se perder por aí. E é muita história gente, são muit@s mestr@s griôs com as histórias na oralidade. É muita responsa!

JAQUELINE FERNANDES - 20/01/2010 às 12h08

 

É sem dúvida o melhor disco já lançado no Rap Nacional, quem acompanhou está época sabe do que estou falando, parabéns TYDOZ, por lembrar desta data e deixar bem claro que o X tá vivão, aliás 17 é meu número kkkkkk, e quem quiser ouvir sempre a música Sub-Raça é so acompanhar o shows do viela 17.
Abraço

japão viela17

marcos vinicios - 20/01/2010 às 12h00

 

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